Desde 2008, venho mergulhando profundamente em tudo o que toca a existência humana:
medicina ocidental e oriental, ciências, astrologia, geologia, religiões, apicultura, agricultura, histórias ocultas e não ocultas, evolução humana, industrialização, saúde…
Foram anos e anos estudando para compreender o ser humano, o planeta, o invisível, o visível e o que existe entre esses dois mundos.
E hoje, depois de tanto conhecimento, chego a uma conclusão simples e ao mesmo tempo gigantesca:
somos seres mutáveis, inteligentes, moldáveis.
E, mesmo assim, todos os sistemas externos tentam nos colocar dentro de caixas.
A ciência quer rotular.
A astrologia quer classificar.
A religião quer definir.
A medicina quer enquadrar.
E, quando o ser humano entra em uma dessas caixas, ele perde liberdade.
Quando se rotula, quando se limita, quando acredita que é apenas um diagnóstico, apenas um signo, apenas uma condição…
ele deixa de ser poderoso.
Eu sempre tive essa sensação dentro de mim:
cada vez que escola, família, sociedade, televisão, religião ou ciência tentavam me moldar… eu sufocava.
Sempre detestei a sensação de prisão.
Ao longo desses anos, fui estudando tudo com profundidade, levando para a prática, vivendo na pele, testando.
E, com a minha experiência, percebi que o ser humano é muito mais do que qualquer sistema externo consegue explicar.
Percebi que quando eu me aprisionava a uma filosofia, ela perdia o sabor.
A medicina Ayurveda perdeu o sentido para mim.
A astrologia perdeu o sentido.
Classificações sanguíneas perderam sentido.
Rótulos perderam sentido.
Não porque essas coisas não prestem.
Mas porque, para mim, se eu me apego a elas como verdade absoluta, eu me limito.
E eu nunca suportei limites.
Hoje eu olho para o mundo com outra visão:
a indústria, a ciência, o sistema, a religião… todos desesperados para moldar um ser humano que, por natureza, não nasceu para ser moldado.
Todos tentando controlar um ser que nasceu com poder interno infinito.
Um poder que Jesus tentou nos mostrar o tempo todo.
Mas que, de alguma forma, fomos ensinados a ignorar.
Hoje eu vejo o medo das pessoas em se desapegar dos rótulos.
Vejo o pânico coletivo de ficar sem identidade pronta, sem caixinha para se encaixar.
Mas eu aprendi que:
quanto mais eu estudo, mais percebo que preciso estudar.
Quanto mais sei, mais vejo que nada sei.
Depois de tantos anos a fundo no conhecimento, cheguei a um lugar onde vejo tudo de fora:
o desespero para rotular, controlar, drenar energia, manipular pensamentos, perseguir poder.
E, por trás disso, a verdade:
não precisamos de nada externo para sermos felizes, saudáveis e prósperos.
Podemos — sim — usar coisas externas para potencializar resultados.
Cremes, alimentos, técnicas, tecnologia, suplementação…
Isso tudo é maravilhoso quando te fortalece.
Mas quando você passa a depender disso para existir, você enfraquece.
O verdadeiro trabalho é interno.
O externo é apenas complemento.
E essa consciência mudou tudo em mim.
Porque a liberdade sempre gritou mais alto dentro do meu peito.
E agora sei que essa liberdade vem do simples fato de não aceitar rótulos.
Não ser de uma religião.
Não ser de um sistema.
Não ser de uma teoria.
Não ser de um padrão.
Sou humana.
Mutável.
Inteligente.
Livre.
E, se me perguntarem:
Depois de estudar tanto… o que você aprendeu?
Eu respondo com a frase mais honesta que existe de Socrátes:
Só sei que nada sei.
E exatamente por isso, posso ser tudo.